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História da Biblioteca

A Biblioteca Municipal de Faro foi concebida na sessão camarária de 11 de fevereiro de 1902, quando o então Presidente da Câmara obteve autorização para a criação de uma biblioteca pública, constituída a partir de donativos particulares.

Mas foi a 13 de novembro de 1902 que se tornou oficial a criação da Biblioteca, com a entrega à Câmara Municipal dos primeiros 2000 volumes recolhidos, que ficaram instalados numa sala dos Paços do Concelho.

Desde 1902 até 1943 a Biblioteca pouco evoluiu, quer em n.º de exemplares, quer quanto à catalogação dos mesmos.
Não se conhece, relativamente a este período, livros de registo, inventários ou catálogos. Não existem estatísticas de empréstimo ou dados relativos ao n.º de leitores. Mas sabemos que, em 1904, Henrique Freire, nomeado bibliotecário, propõe para patrono da biblioteca o poeta e pedagogo algarvio João de Deus.

Em 1943 toma posse um novo diretor da Biblioteca, o Dr. Moreira Júnior. Finalmente todas as obras existentes são registadas e é elaborado um catálogo. São adquiridos novos livros e é criada uma Biblioteca ao Ar Livre, na Alameda João de Deus (curiosamente o mesmo lugar onde agora existe a nova Biblioteca Municipal). Em 1948 o Dr. Moreira Júnior abandona o lugar de Diretor e a Biblioteca fica a cargo de um vigilante, vindo a ser encerrada temporariamente em 1958.

O lugar de Bibliotecário para o qual só poderiam concorrer indivíduos habilitados com o curso de Bibliotecário-Arquivista é criado em 1958 mas nunca foi provido por falta de concorrentes, devido ao baixo vencimento (2.400$00) que lhe estava atribuído, acabando por ser substituído pelo lugar de Encarregado de Biblioteca (2.000$00) a prover por indivíduo habilitado com o Curso Geral de Liceus. Vago desde 1948, o lugar de Diretor da Biblioteca só volta a ser preenchido em 1966, pelo Dr. José António Pinheiro e Rosa.

Em 1959, é criada a Biblioteca Fixa da Fundação Calouste Gulbenkian de Faro. Funciona numa sala do edifício da Câmara, contígua à Biblioteca Municipal, nos dias úteis, das 18:00 às 20:00 horas. Tinha como responsável um funcionário da Câmara Municipal, com a categoria de Encarregado de Biblioteca que, auxiliado por dois vigilantes, assegurava simultaneamente o serviço da Biblioteca Municipal, das 9:00 às 12:30 e das 17:00 às 20:45.

 

Em finais da década de 70 (1978?) a Biblioteca Municipal e a Biblioteca Fixa da Fundação Calouste Gulbenkian são transferidas para novas instalações no Convento da Nossa Senhora da Assunção, onde ocupam uma área aproximada de 150m2, juntamente com o Museu Arqueológico e Lapidar Infante D. Henrique, que ocupa a maior parte do edifício.

Até 1991 não existem quaisquer registos dos movimentos de empréstimo ou número de leitores, sendo apenas possível apurar o número de obras existentes.

Os livros registados até 1970 são, na sua quase totalidade, edições do século XIX e da primeira metade do século XX, provenientes de doações feitas à Biblioteca.

Coexistindo as duas bibliotecas, municipal e fixa n.º 19 da Fundação Calouste Gulbenkian, no mesmo edifício e em salas contíguas, foram sempre complementares uma da outra: a Biblioteca Municipal mais vocacionada para a leitura de presença, consulta de obras de referência e dos fundos local e de livro antigo (o empréstimo domiciliário só existe na Biblioteca Municipal desde finais de 1998) e a Biblioteca Gulbenkian, mais voltada para o empréstimo domiciliário da ficção literária e para a consulta e empréstimo da literatura infantil e juvenil.

Em 1997 a Câmara Municipal contrata um bibliotecário que passa a ser também responsável pela gestão da Biblioteca Gulbenkian.

Todas as obras são reclassificadas de acordo com a tabela CDU.
Incentivam-se as ações de animação em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, o horário de abertura ao público é alargado, passando a biblioteca a estar aberta de 2ª a 6ª feira das 9:00 às 18:30 e aos sábados das 10:00 às 13:00 e o serviço de atendimento passa a ser assegurado por uma pessoa licenciada, mas não bibliotecária, e um técnico de animação, especialmente dedicado ao setor infantil.

Em julho de 1998 é criado o Gabinete do Projeto Municipal de Bibliotecas, unidade orgânica equiparada a Departamento Municipal, que hierarquicamente depende do Presidente da Câmara Municipal.

Compete ao Gabinete a organização e gestão da Biblioteca Municipal e da Biblioteca Fixa n.º 19 da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como a preparação de todas as tarefas ligadas à instalação da nova biblioteca municipal, integrada na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.

São ainda competências do Gabinete o apoio à Rede de Bibliotecas Escolares do concelho e a publicação de edições municipais, bem como a distribuição e venda de publicações editadas ou apoiadas pela autarquia.


As obras de construção do novo edifício, onde será instalada a Biblioteca, começam em junho de 1999; os alicerces ficam prontos para que no dia 7 de setembro – Dia da Cidade – seja enfim lançada a primeira pedra.

A Biblioteca Municipal de João de Deus encerra em janeiro de 2001, para permitir a preparação do espólio e a sua transferência para as novas instalações. Em fevereiro, encerra a Biblioteca Gulbenkian, para que o seu fundo documental seja integrado no fundo municipal. Durante os meses de março e abril são transferidos o espólio documental (cerca de 50.000 volumes) e os serviços, para o novo edifício.

A Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa foi inaugurada no dia 23 de abril de 2001.

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